Sejam Bem-vindos ao Blog da SEFA!

A Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda - SEFA - é uma Organização Religiosa de Umbanda, que traz como base doutrinária a Escola de Caboclo Mirim. Nosso objetivo é seguir os princípios fundamentais da Umbanda e seus ensinamentos na prática da caridade. Nossa Matriz fica no bairro de Piedade, e nossas filiais em Sampaio e Vila Isabel (Rio de Janeiro)

domingo, 6 de março de 2016

11 anos da Fraternidade Umbandista Luz de Aruanda



Ontem a Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda, representada pelo seu Tupixaba - CCT Cristiano Queiroz - e outros médiuns da Casa, esteve presente na Gira Festiva de comemoração dos 11 anos de fundação da Fraternidade Umbandista Luz de Aruanda.



O terreiro, situado na cidade de Barra Mansa, interior do estado do Rio de Janeiro, foi fundado pelo CCT Sérgio Navarro, que também é o autor do livro "Reflexões sobre a Escola do Caboclo Mirim" (Ed. do Conhecimento). O Comando espiritual é guiado pelo Caboclo Jaguari e pelo Preto Velho Vovô Pedro.



Numa tarde de muita energia e vibração, sete terreiros estiveram presentes louvando os orixás da Umbanda, fortalecendo as bases doutrinárias da Escola de Caboclo Mirim, confraternizando, compartilhando energia e amor. 


Mais do que uma Gira, foi uma grande reunião de uma família espiritual.






quarta-feira, 2 de março de 2016

Tuwi'xawa, Tuxaua, Tupixaba - a responsabilidade muito além do título



Muito tem se falado dentro da Escola de Caboclo Mirim sobre uma palavra – TUXÁUA.

Certa vez me deparei com um debate na rede social acerca dessa palavra, com diferentes pontos de vistas. Mas alguém sabe qual é a origem verdadeira da palavra TUXÁUA e o que ela significa?

O termo é uma variação do original em Tupi TUWI’XAWA. O vocábulo é considerado um substantivo do regionalismo brasileiro, cuja a primeira datação nos dicionários é de 1685. Por causa da grande variedade de tribos indígenas, a palavra poderia sofrer algumas alterações, sendo utilizados também os termos TUPI’XAWA, TUBIXABA, TUPIXABA, TUXAUÁ... e etc. 

Seja qual for a forma de se falar, o significado é o mesmo: Tuxáua é o Cacique em certos agrupamentos indígenas, é aquele que observa, articula,  fomenta e motiva as capacidades pessoais e coletivas de seu povo, para que vivam em harmonia com o todo. E tal liderança do Tuxaua caracteriza-se pela forma consensual como é exercida. O chefe, cacique, pajé, ou tuxaua uma das lideranças que contribui para a ordenação e a harmonização da vida cotidiana na aldeia, especialmente no que concerne às questões ligadas à subsistência. O chefe é antes de tudo um articulador das intenções do grupo e coordenador das atividades para a execução das tarefas cotidianas. Ele tem que conviver e administrar as outras instâncias de liderança que, via de regra co-existem nas aldeias. E é nesse sentido, á figura do articulador e mobilizador, que a palavra Tuxaua surge dentro da Cultura Viva.

Em resumo, cada aldeia indígena era um agrupamento familiar, liderado por um Moruwi’xawa (ou Morubixaba). A união dessas famílias formavam uma tribo, que por sua vez tinha um “Chefe-maior” Tuwi’xawa (ou Tupixaba, Tubixaba, Tuxaua).

Logo, se assumimos a Organização Social dos nossos ancestrais indígenas, muito bem planejada e posta em prática pelo nosso Mestre Mirim como um modelo para a estrutura organizacional da Escola da Vida, entendemos que cada casa independente, cada Organização Religiosa, tem o seu Tuxáua, Tupixaba ou Tubixaba. Não importa o termo, mas sim a RESPONSABILIDADE que lhe foi entregue pela egrégora daquela Casa.

Quem assume a função de comandar uma casa sabe das suas próprias dificuldades, dos sacrifícios que faz, dos momentos em que precisam abrir mão de si mesmo em função do seu terreiro. E isso independe de ser uma única casa, ou de ser uma organização com uma, doze, vinte filiais. Independe de se ter 5 ou 500 médiuns. Todos, médiuns e entidades, entregam nas mãos e na coroa do Tuxaua a responsabilidade de conduzir aquele terreiro, material e espiritualmente.

No meu ponto de vista, é preciso entender que TUXÁUA não é um título a ser ostentado na nossa Escola. Creio eu que a palavra "ostentar" não deveria nem existir dentro do dicionário Umbandista. Mas todos que carregam a responsabilidade de Tuxáua ou Tupixaba, merece muito respeito, independentemente se é do terreiro A ou B. Afinal, somos todos Umbandistas. E Umbanda é coisa séria, para gente séria.

E antes de entrarmos na discussão de quem é Tuxáua, devemos lembrar que o nosso Mestre Mirim, criador da Escola da Vida, esse SIM, deve ser sempre o nosso maior e único TUXÁUA.

Por isso deixo aqui o meu abraço fraterno a todos os Tuxauas e/ou Tupixabas, que têm essa difícil e belíssima missão de levar a bandeira da Umbanda a todos os irmãos de fé, seja pela Escola de Caboclo Mirim, ou pela doutrina que cada um seguir. Que o nosso Médium Supremo ilumine a caminhada de cada um e fortaleça o gongá de cada Casa.

Saravá!

CCT Cristiano Queiroz
Tupixaba da Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda

terça-feira, 1 de março de 2016

Atividades de Março

Março é um mês especial dentro da Escola, pois é quando celebramos o aniversário da 1ª incoporação do Caboclo Mirim.

O mestre que nos trouxe os ensinamentos da Escola da Vida incorporou pela primeira vez em seu médium Benjamin Figueiredo no dia 12 de Março de 1920.



Criador de uma doutrina seguida por muitos terreiros, inclusive a SEFA, o Caboclo Mirim sempre nos mostrou a Umbanda como uma Escola que nos ensina, com simplicidade, a caminharmos para a frente e para o Alto, guiados pela luz divina do Médium Supremo (Mestre Jesus).

Por isso dizia que Umbanda é coisa séria para gente séria.

Saravá o Caboclo Mirim!!!

Segue as atividades do mês de Março na Matriz (Piedade) e na Filial (Sampaio)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Atividades de Fevereiro

ATENÇÃO!!!

No mês de Fevereiro teremos um recesso de CARNAVAL, dos dias 04 a 12.

Com isso, a Gira Mensal da Filial Sampaio será realizada no segundo sábado do mês, dia 13, com início às 15h.

Segue abaixo o calendário de Atividades da SEFA Piedade (MATRIZ) e Sampaio (SMP)

Informações: (21) 99266-3786 (Também pelo WhatsApp)



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Oxossi, Caçador da Umbanda


Não se pode abordar a nossa religião sem pensar em Oxossi, nome do orixá que está fortemente ligado aos rituais, doutrinas e mitos da Umbanda, do Candomblé e dos cultos populares no Brasil e na América do Sul.


Apesar de sua raiz africana, Oxossi é muito bem identificado, pelo sincretismo, à figura do indígena Sul americano. Hábil caçador, homem das matas, profundo conhecedor das ervas e dos animais. Esse orixá representa o arquétipo dos nossos queridos Caboclos. Na tradição Umbandista, nos referimos aos Caboclos não como fruto de uma miscigenação de raças, mas sim como uma classe de entidades que vibram e se utilizam das energias emanadas de Oxossi.
Também pelo sincretismo, esse orixá é ligado a São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, que é celebrado no dia 20 de janeiro. Poeticamente, Oxossi é o guerreiro sagaz, inteligente, preciso, calmo, valente, ou seja, concentra em si todos os atributos de um bom caçador. Oxossi está sempre a espreita, sabe falar, porém sabe se calar quando preciso para não afugentar sua caça.


Como não se pode separar o mito da história, é possível dizer que Oxossi representa o estágio da evolução humana onde o homem vive integrado a natureza, mas não por instinto, e sim por entendimento.
Diferentemente de Ogum, que representa a “transformação” devido a sua forte ligação com a forja e a
manipulação, Oxossi representa a compreensão e o entendimento. Ele é o orixá que entende a natureza e sente seu ritmo, que conhece cada erva, cada animal, cada árvore. Oxossi também se relaciona com a manutenção da vida, da continuidade; ao alimento e à fartura.
Sua cor de vibração na Umbanda é o verde, pois essa é a cor das matas, das folhas e árvores. As plantas simbolizam o fruto entre o ar, o sol, a terra e a água. Oxossi é a junção dos elementos da natureza.

Na Umbanda, a falange dos caboclos é numerosa e é responsável por um dos sustentáculos da egrégora astral de nossa religião. “Caboclo” não necessariamente representa o “índio” mas sim a todos as entidades que se afinizam com essa energia de Oxossi. Assim, existem entidades que já foram encarnados nos mais diversos lugares de nosso planeta e que, hoje, desempenham trabalhos na Umbanda, revestidos pelos seus nomes astrais e pelas suas roupagens de caboclos.
Porém, isso não significa que os caboclos somente se utilizem da energia de Oxossi, as entidades podem vibrar com outras energias e linhas dependendo do seu tipo de trabalho, como Ogum, Iemanjá, Oxum e Xangô. Existem ainda os caboclos de couro, nossos amigos boiadeiros, que também atuam na linha de caboclos. 
A falange dos boiadeiros agrega um trabalho mais voltado às zonas mais densas do plano espiritual. Sua força, vigor e bravura, símbolos dos boiadeiros da Terra, são a roupagem fluídica necessária ao trânsito nessas esferas mais pesadas e para lidar com as energias nem sempre amigáveis.


Quem observa o trabalho de Umbanda nos terreiros pode não se dar conta da grande tarefa invisível que é feita incessantemente por esses amigos do astral. Não podemos mensurar o quão grande e importante é o trabalho dos nossos mestres Caboclos, de Oxossi e de todas as outras linhas, na manutenção do nosso equilíbrio e evolução, nos planos terreno e espiritual. É através deles que nós, podemos cumprir nosso compromisso da caridade mediúnica, tão necessário e importante para nosso crescimento pessoal e espiritual.

SARAVÁ OXOSSI!!!



sábado, 2 de janeiro de 2016

Atividades de Janeiro

Estamos na expectativa para retornarmos aos nossos trabalhos e abrirmos o nosso terreiro para o novo ano de caridade na Lei Sagrada de Umbanda.

Segue o nosso calendário de Atividades do Mês de Janeiro.



Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda - Matriz
Rua Manuel Vitorino 420 - Piedade - Rio de Janeiro

SEFA Sampaio
Rua Paim Pamplona 240 - Sampaio - Rio de Janeiro

Informações: (21) 99266-3786 (Também pelo WhatsApp)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo!!!

Não precisamos de paz e harmonia somente na virada do ano. Temos que levar a nossa paz, nossas vibrações a todos os irmãos, sermos mais tolerantes, aceitar as diferenças de opiniões, de personalidades.

Assim estaremos realmente criando um ambiente em perfeita harmonia, e alcançando assim a paz que tanto desejamos.




Mudanças não se fazem bruscamente na virada de cada ano. A maior mudança está em nosso espírito, quando nos propomos a evoluir a cada dia.

Um Feliz 2016 para todos os irmãos de fé!

CCT Cristiano Queiroz
Tupixaba da Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda