Sejam Bem-vindos ao Blog da SEFA!

A Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda - SEFA - é uma Organização Religiosa de Umbanda, que traz como base doutrinária a Escola de Caboclo Mirim. Nosso objetivo é seguir os princípios fundamentais da Umbanda e seus ensinamentos na prática da caridade. Nossa Matriz fica no bairro de Piedade, e nossas filiais em Sampaio e Vila Isabel (Rio de Janeiro)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Homenagem ao Tupixaba da SEFA


Ontem, dia 09, o nosso Tupixaba CCT Cristiano Queiroz recebeu uma homenagem, junto com outras lideranças de Umbanda, em solenidade presidida pelo Vereador Atila Alexandre Nunes na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.


Histórico do nosso dirigente na Umbanda

Nascido em São Gonçalo, no berço de uma família de umbandistas. Seus avós foram fundadores da Irmandade Espiritualista e Beneficente Mirim, terreiro que foi filiado à Tenda Espírita Mirim no final da década de 1950.


Aos seis meses de idade Cristiano foi batizado no terreiro que sua família frequentava, que na época tinha como Guia Chefe o Caboclo Yucatán.

Seus pais se afastaram do terreiro quando ele ainda era criança. Porém, aos 18 anos, Cristiano começa a sentir os primeiros sinais da sua mediunidade, e é levado por um primo até um pequeno terreiro, chamado Cantinho de Vovó Cambinda, onde inicia o seu desenvolvimento. Em 25 de janeiro de 1997 tem a confirmação do seu Guia Chefe – Caboclo Sete Estrelas – seu grande mentor espiritual que o acompanha na sua jornada e missão mediúnica.


Porém, a busca pelas suas raízes faz com que Cristiano procure a Tenda Espírita Mirim, em 2000, na famosa Matriz da Tenda situada na Avenida Marechal Rondon. Lá ele iniciou o seu trabalho mediúnico, dentro da Escola Doutrinária que segue até hoje.


Em 2004, desliga-se da Tenda Espírita Mirim e participa da fundação do Círculo dos Irmãos Espiritualistas Fé e Caridade, sob o comando da Mãe Ângela Toledo (já desencarnada). Foi neste terreiro que o Cristiano começou a ser preparado para sua missão de estar à frente de uma Casa de Umbanda.

Dedicando-se aos trabalhos do terreiro e sempre buscando informações e estudos que pudessem se somar ao desenvolvimento mediúnico, Cristiano foi sendo preparado pelas entidades chefes do CIEFEC - Cabocla Jurema e Preta Velha Vovó Ana do Cruzeiro – para assumir a responsabilidade de chefiar o seu próprio terreiro.

Na madrugada do dia Na madrugada de 24 de Março de 2007, o Caboclo Sete Estrelas enviou um guia para anunciar que um novo trabalho estava nascendo. Toda a doutrina da SEFA foi ditada pelo mentor, por ordem do Mestre Sete Estrelas e anotada por três irmãos que, ao mesmo tempo em que escreviam o que era passado, pediam esclarecimentos sobre os trabalhos que a Espiritualidade determinava que fossem executados na nova Casa.

Nessa mesma época Cristiano retornou ao terreiro que foi fundado por seus avós, onde foi batizado ainda criança, para receber a consagração de Morubixaba – Comandante Chefe de Terreiro.

No dia 14 de Abril do ano de 2007, Cristiano se reuniu com mais outros dez médiuns em torno de uma singela mesa no terraço de uma casa no bairro do Engenho de Dentro. Foi quando o Caboclo Sete Estrelas confirmou a fundação da Casa, e determinou todos os trabalhos que seriam feitos, seguindo a Escola de Caboclo Mirim. Assim nasceu a Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda.

Ao longo desses 9 anos e meio de trabalho como Dirigente da Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda, Cristiano sempre buscou aprender cada vez mais os trabalhos e fundamentos da Umbanda, conduzindo o seu terreiro com simplicidade, amor e muita dedicação. O grupo formado por uma maioria jovem logo cresceu.

Hoje, a SEFA, como é conhecida a Casa de Seu Sete Estrelas, possui além da Matriz em Piedade, uma filial no bairro de Sampaio. Cristiano, agora como Tupixaba (que na língua Nheengatu-Tupi quer dizer “Chefe Maior”) comanda os trabalhos de caridade, sessões e giras, e também o trabalho social que é feito pelo NOS da SEFA (Núcleo de Obras Sociais da SEFA) – que atende famílias das comunidades vizinhas aos dois terreiros, com distribuição de cestas básicas, e outros serviços à comunidade.

Com cerca de 90 médiuns, Cristiano ainda se dedica aos Estudos Dirigidos, e à difusão dos trabalhos da Umbanda, divulgando vídeos, artigos no Blog da SEFA e ainda contribuindo com pesquisas e trabalhos acadêmicos para desmistificação da nossa religião. A SEFA chegou a ser matéria de um documentário para a BBC de Londres.

Agradecendo sempre a Oxalá, aos seus pais de coroa – Oxossi e Oxum; aos seus guias – Caboclo Sete Estrelas e Pai Anastácio Luandeiro – e também aos seus filhos pela confiança na sua missão, Cristiano se sente feliz pela missão que tem de levar o trabalho de caridade através da Umbanda, de um jeito simples e com amor, como a Umbanda deve ser. 

"Não há comandante sem comandado; só se é pai quando se tem filhos; não há zelador de terreiro sem terreiro para chefiar.
Essa homenagem não é somente para mim, mas para todos os filhos da SEFA, Falangeiros da Aruanda. Divido essa moção com todos os médiuns que me ajudam a evoluir cada vez mais na minha missão." - Cristiano Queiroz, Tupixaba da SEFA.

Nosso saravá fraterno ao nosso dirigente.

domingo, 5 de junho de 2016

A força da Juventude Umbandista


Não é de hoje que o número de jovens vem crescendo no meio umbandista, seja na assistência ou no corpo mediúnico. A própria SEFA, desde a sua fundação, tem se destacado por ser um grupo formado pela maioria jovem, tendo um dirigente igualmente jovem.

A atuação da juventude umbandista tem ganhado uma força cada vez mais expressiva. Tanto que em 2013, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou a lei que incluía no calendário oficial da cidade o Dia do Jovem Umbandista, sendo a data de 05 de Junho escolhida para a comemoração. A lei é de autoria do Vereador Átila
Alexandre Nunes, que disse que o dia não foi escolhido aleatoriamente.

“Nessa mesma data comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. E o jovem umbandista de hoje apresenta, igualmente, essa mesma preocupação com a natureza, que é o sítio energético dos nossos Orixás.”, explica Átila Alexandre.

Eu comecei na Umbanda muito jovem, aos 19 anos e a religião me ajudou muito a responder questionamentos e conflitos comuns a qualquer jovem que dessa idade.

Dentre os diversos momentos marcantes que passei na Umbanda, me recordo das palavras de uma Comandante, no dia da minha consagração de 7º grau - CCT. Ao final da gira, ela me deu um abraço forte e me disse: “Ainda bem que estamos recebendo comandantes jovens. A Umbanda precisa de vocês. Porque muita gente pensa que Umbanda é coisa de velho.”

De fato a Umbanda parece ter passado um tempo adormecida, ou esquecida pelo público jovem. Muitos perderam suas referências ao terem os seus dirigentes, os primeiros fundadores de casas umbandistas e defensores da religião, desencarnados. Nessa mesma época o movimento neopetencostal crescia numa força avassaladora, arrebanhando justamente essas “ovelhas perdidas”.

Porém, na última década acompanhamos uma virada nesse quadro, com a reaproximação de jovens. Alguns chegam aos terreiros por curiosidade, outros em busca de respostas para seus questionamentos.

Mas não creio que isso seja obra do “acaso”. Acredito que esses jovens estão sendo convocados pela Espiritualidade para receberem o legado que os nossos irmãos mais velhos estão nos deixando.

E como é esse perfil do novo jovem umbandista? 
Em geral, é um médium em busca de conhecimento, antenado pelas pesquisas que fazem pela internet, e compartilhando informações e experiências pelas redes sociais. Em tempos de um mundo cada vez mais globalizado o novo jovem médium umbandista tem sido uma ferramenta fundamental para adquirir e levar conhecimento a todos os cantos do planeta.

É a espiritualidade acompanhando a velocidade da tecnologia, mantendo sempre a raiz da Umbanda Sagrada de Pai Oxalá.

Feliz Dia do Jovem Umbandista!

CCT Cristiano Queiroz
Tupixaba da Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atividades de Junho

Segundo os ensinamentos da Escola de Caboclo Mirim, Junho é um mês sob a irradiação de Xangô.

A Vibração de Xangô é responsável pelo equilíbrio e pela consciência que devemos ter da Lei da Causa e Efeito. Xangô é considerado "Orixá da Justiça", o "Senhor da Balança Universal", que afere o nosso estado espiritual.

A seguir o Calendário de Atividades da SEFA - Matriz e Filial - para o mês de Junho. Com a força de nosso Pai Xangô. Kaô Kabecile!!!



terça-feira, 24 de maio de 2016

A Madrinha do Povo Cigano

No mês de maio comemora-se o dia de Santa Sara, padroeira do Povo Cigano. Várias são as lendas em torno da história de Santa Sara. A mais contada é que ela teria sido uma escrava egípicia que passou a viver com os cristãos.

Atirada ao mar junto com Maria Madalena, Maria Salomé e Maria Jacobé, em um barco sem remos nem provisões, Sara teria rezado para que elas se salvassem. Dias depois, ela e as três Marias chegariam salvas a uma ilha no Sul da França, na região que ficou conhecida como Saintes Maires de-La-Mer (ou seja, as Santas Marias que vieram do Mar).

Ainda segundo a tradição oral, um grupo de ciganos que vivia por ali socorreu as quatro mulheres e elas, em troca, levaram ao grupo os ensinamentos de Jesus. Com a partida das “Três Marias”, Sara teria continuado a viver com os ciganos, sendo batizada de Sara “Kali”, que quer dizer “negra” em romanês, a língua do Povo Cigano.

Santa Sara tornou-se a padroeira dos Ciganos em todo o mundo, sendo o seu dia comemorado em 24 de Maio.

Na Umbanda a corrente do Povo Cigano vem se tornando cada vez mais forte e presente nos terreiros. Mas é preciso cuidado para não confundir Povo Cigano com Exus e Pombas Giras Ciganas, nem criar mitos que Cigano só vem ao terreiro para ler a mão, ver o futuro ou jogar cartas. Normalmente as entidades que se identificam como Ciganos se manifestam em sintonia similar à do Povo do Oriente, com seus profundos conhecimentos de magia. 


O trabalho dessa corrente vai muito além das "fantasias" criadas pelos filhos da terra e exige muita seriedade. Uma entidade cigana num terreiro de Umbanda é completamente diferente dos ciganos que são mistificados pela literatura mundial, ou ainda pela imagem alegórica das ruas e dos anúncios de jornais.

Os Ciganos nos terreiros, assim como todas as entidades, trabalham sob o domínio da Lei Sagrada de Umbanda e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Por isso, antes de simplesmente adorar o cigano pela fantasia, é preciso estudo e conhecimento para compreender que o trabalho do Povo Cigano na Umbanda é, acima de tudo, de caridade e simplicidade.

Arriba, Povo Cigano.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Alforria da Alma


No dia em que o povo brasileiro celebra mais um aniversário da Abolição da Escravatura, 13 de maio, a Umbanda rende suas homenagens aos Pretos Velhos, uma das linhas principais linhas espirituais de nossa religião. Mas qual a ligação tão forte que há entre os negros escravos e os espíritos que se apresentam no terreiro como os vovôs e vovós da Umbanda?

A História nos conta que, ao longo de três séculos, milhões de negros africanos foram capturados em suas terras e trazidos para o Brasil. Muitos deles sequer chegavam ao destino, falecendo nas precárias masmorras dos navios negreiros. Grande parte dos escravos não chegava a completar 30 anos de vida. Morriam de doenças, já que os negros não tinham acesso aos serviços médicos da época; morriam assassinados em perseguições ou castigos impostos por seus senhores; morriam até mesmo de “banzo”, depressão causada pela saudade que sentiam da terra natal e tudo que lá deixaram.

A aproximação da figura do escravo com a Umbanda se deu justamente por ser esta uma religião agregadora, genuinamente brasileira e síntese da construção de nossa nação: além dos índigenas, com sua pajelança e os brancos, com seus preceitos cristãos, os cultos africanos aos seus ancestrais e às forças da natureza, iniciados nas senzalas, evoluíram e contribuíram para a formação da nossa doutrina.


Os pretos velhos trouxeram consigo a pregação da humildade, da simplicidade e da serenidade; agregaram experiência e ensinaram os “zifios” a exercitar a paciência. Atravessaram preconceitos, como o da primeira incorporação registrada na fundação da Umbanda, em 15 de novembro de 1908, quando Pai Antônio, entidade de Zélio Fernandino de Moraes, foi classificado de “espírito atrasado” ao se manifestar em uma sessão espírita. Antes mesmo disso, toda e qualquer entidade que demonstrasse traços similares aos de um negro escravo, eram “convidados” a se retirar de tais sessões.

Como destaca o escritor Lourenço Braga, em artigo de 1942, a condição para o espírito ter luz é ter virtude, ser simples, bom, carinhoso, humilde, piedoso, e não ter ódio, inveja, orgulho, ciúme, maldade, vaidade, avareza, etc.


Como Deus é justo, nenhuma “raça” foi privilegiada com essa condição. Essas são amarras das quais é necessário se desprender e se “alforriar”, para conhecer a luz dos nossos abençoados Pretos Velhos.


A SEFA realizará a nossa Gira Festiva de Pretos Velhos no dia 22 de Maio, domingo, a partir das 15h, na nossa Matriz situada à Rua Manuel Vitorino, 420 - Piedade - Rio de Janeiro.

Após a Gira será compartilhada a tradicional feijoada de Pretos Velhos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Trabalho e trabalhadores


Trabalho. Palavra que muitas vezes é difícil de se entender. Talvez porque muitas pessoas ainda pensam em ter um emprego, mas não um trabalho. Emprego é fácil de se arrumar. Há aqueles que se empregam e apenas cumprem burocraticamente o serviço que seus empregadores pedem. Porém há outros funcionários que aproveitam a oportunidade para crescerem em seus objetivos, através de muito trabalho.
O trabalho, quando feito com seriedade e dedicação, é algo que enobrece o ser humano. O retorno e o reconhecimento de um trabalho bem feito é sempre prazeroso e compensador. Quando se conquista algo com o sacrifício e suor do seu próprio trabalho, o indivíduo passa a dar maior valor às suas conquistas. Tudo que vem fácil demais, tão fácil demais se vai.
Nesse mês que se inicia numa celebração aos trabalhadores desta terra, não podemos esquecer das injustiças sociais que ainda existem por aí. No tempo em que comemoramos o aniversário da abolição da escravatura, muito nos entristece ver nos noticiários fatos de pessoas que ainda vivem em cativeiros, sendo forçadas ao trabalho, e vivendo em condições precárias.
Muitos parecem não ter aprendido a lição com os erros do passado, e alimentam ainda a ambição e a sede de poder. A todos esses filhos de terra, pedimos o auxílio dos guias espirituais, dos nossos queridos Pretos Velhos, para que se livrem do cativeiro da alma que fica presa nas senzalas dos sentimentos ínfimos.
E como o assunto é trabalho, não nos esqueçamos do nosso trabalho espiritual, do compromisso que todos nós assumimos diante da espiritualidade, antes mesmo de reencarnarmos. O trabalho de caridade, que sustenta o nosso espírito, e faz bem para o nosso coração. Pois quando fazemos o bem sem olhar a quem, e sem esperar nenhum tipo de retorno, naturalmente recebemos de volta muitas bênçãos da Providência Divina.
Hoje o nosso terreiro tem um trabalho sólido, voltado para o atendimento ao próximo tanto na Matriz quanto na filial, graças ao trabalho de uma equipe de médiuns dedicados em compartilhar responsabilidades, para que todo o coletivo opere juntos, e isso tem um retorno tanto para o grupo quanto para cada irmão individualmente. 
Por isso que para trabalhar na seara umbandista o médium precisa buscar preparo, estudo, dedicação à doutrina pregada no terreiro. Isso faz parte do seu desenvolvimento mediúnico, para que ele seja um bom trabalhador. 
É bem verdade que há aqueles médiuns que ainda se julgam “despreparados” para assumirem tais compromissos. Alguns ainda acham, equivocadamente, que a mediunidade é um peso, uma prisão, que se você entra para um terreiro nunca poderá sair, porque a sua vida vai andar para trás, etc.
É verdade que assumir o compromisso numa religião requer responsabilidade, assim como você precisa ter responsabilidades em casa, na família, nos estudos, no trabalho. Em tudo na vida aprendemos a ter responsabilidade. 
Então quando essas pessoas que são médiuns estarão preparadas? Nunca se sentirão responsáveis?
A Espiritualidade não confiaria tal missão a vocês, médiuns, se não houvesse preparo para tal. Mas só conseguiremos este aproveitamento no desenvolvimento e na prática da caridade.

O meu saravá fraterno a todos os trabalhadores de terra, e também aos dedicados servidores do trabalho espiritual, bem como um abraço a todas as mães, pelo seu mês em especial.

CCT Cristiano Queiroz

domingo, 1 de maio de 2016

Atividades de Maio

Maio é um mês de grande importância para a nossa querida Umbanda, pois é quando celebramos uma de nossas maiores e mais belas forças - os Pretos Velhos.

Saravá o Povo Africano!
Saravá Iofá!
Saravá Congo!
Saravá Cambinda!
Saravá Angola!
Saravá Luanda!
Saravá Benguela!
Saravá o Povo Nagô!
Saravá Bahia!
Saravá Mina!
Saravá todos os Pretos Velhos!

Lembrando que a nossa GIRA FESTIVA DOS PRETOS VELHOS será no dia 22 de maio - Domingo - a partir das 15h, na Matriz da SEFA (Piedade).

Fiquem atentos à nossa programação de Maio.