Sejam Bem-vindos ao Blog da SEFA!

A Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda - SEFA - é uma Organização Religiosa de Umbanda, que traz como base doutrinária a Escola de Caboclo Mirim. Nosso objetivo é seguir os princípios fundamentais da Umbanda e seus ensinamentos na prática da caridade. Nossa Matriz fica no bairro de Piedade, e nossas filiais em Sampaio e Vila Isabel (Rio de Janeiro)

domingo, 30 de junho de 2013

3º Arraiá Incantado

Acende a fogueira, que vamos abrir as portas do nosso  
3º Arraiá Incantado

A Festa vai ter muita brincadeira, comidas típicas, bebidas, música, diversão e sorteio de prêmios

O 3º Arraiá Incantado será realizado no dia 14 de Julho - DOMINGO - a partir das 15h

No Engenho de Dentro Atlético Clube

Rua Monsenhor Jerônimo, 135 - Engenho de Dentro

Ingressos: R$ 6,00 convite individual / R$ 20,00 mesa (p/ 4 pessoas)

Toda a arrecadação do evento será revertido para a SEFA, para que possamos investir na compra de um imóvel para a nossa sede própria

Informações: 3908-8185 ou 9326-3297 (Falar c/ Cristiano)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alma gêmea existe?



No Brasil, o dia dos namorados é comemorado em 12 de Junho, na véspera do dia de Santo Antônio, popularmente conhecido no país como o “santo casamenteiro”.

         Não se trata apenas de uma data comercial, mas é uma época em que muitos apaixonados fazem declarações de amor, pedidos de noivado e até de casamento. Essa questão sempre reacende nas pessoas o sonho de encontrar o amor eterno, aquilo que muitos chamam de nossa “alma gêmea”. Mas será que ela realmente existe?

         A crença na alma gêmea vem desde a antiguidade. Uma lenda conta que, Deus, no processo de criação do mundo, uniu homens e mulheres em um só corpo (a Bíblia diz que a mulher foi criada a partir da costela de Adão), mas após a queda do Paraíso os seres humanos teriam se distanciado do Criador. Assim, a união foi interrompida, dando origem ao sexo oposto. Desde então, homem e mulher passaram a buscar sua outra metade para se sentirem plenos novamente. Essa outra metade seria a alma gêmea.

            Já a psicologia junguiana, que leva em conta a linguagem simbólica, o termo alma gêmea simboliza o arquétipo da afetividade. Alguns livros de ficção, romances e novelas ainda trazem a imagem do “príncipe encantado” e da “gata borralheira” como identificação daquilo seria o amor ideal.

           E o que dizem os bons espíritos sobre a existência da alma gêmea? Os mentores nos esclarecem que não existem dois espíritos criados um exclusivamente para o outro, mas que podem ter em comum os mesmos interesses e afinidades. Em “O livro dos espíritos” Allan Kardec afirma que “não há união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre os espíritos, mas em graus diferenciados, segundo a classe que ocupam e a perfeição adquirida; quanto mais evoluídos, mais unidos serão.”

         Como explicar, então, a sensação que muitos têm ao encontrar o ente amado, mesmo que seja à primeira vista? Quanto a esse tema nossos amigos espirituais esclarecem que duas pessoas que se conheceram e se estimaram em vidas anteriores não se reconhecem, como muitos acreditam; apenas se sentem atraídos um para o outro. Isso acontece porque as recordações das existências passadas trariam grandes inconvenientes; mas é claro que existem raras exceções.

           A existência da alma gêmea não é comprovada. No entanto, o espírito imortal poderá encontrar em sua trajetória evolutiva muitos espíritos afins. Essa busca pelo grande amor significa a aspiração da alma pela felicidade completa. Mas para isso é necessário aprender a conviver e aceitar as diferenças, mesmo quando há uma grande afinidade entre os espíritos afins, afinal, cada qual trilha um caminho na jornada evolutiva. Juntas essas almas seguem como uma só.

Texto publicado no Jornal "Nossa Seara", edição 66 - Junho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

Atividades de Junho

ATIVIDADES DE JUNHO - 2013

IRRADIAÇÃO – XANGÔ
 
Dia 1º (Sábado) – 16h: Desenvolvimento (Somente para os médiuns)
Dia 05 (Quarta-feira) – 20h: Passe e Irradiação (Com Caboclos)
Dia 08 (Sábado) – 16h: Gira de Ibejadas
Dia 12 (Quarta-feira) – 20h: Louvação a Santo Antônio (Exu)*
Dia 16 (Domingo) – 15h: GIRA MENSAL
Dia 19 (Quarta-feira) – 20h: Consulta com Caboclos
Dia 22 (Sábado) – 16h: Povo Trabalhador (Consulta com Exu)
Dia 26 (Quarta-feira) – 20h: Mesa de Umbanda
Dia 29 (Sábado) – 16h: Louvação a Xangô
*Apenas Louvação e Corrente, sem consultas.

Os portões serão abertos para o público sempre 30 minutos antes do início de cada Sessão ou Gira.

Informações:

Telefone: 3908-8185**

(**Caso não atenda, deixe recado na caixa postal com telefone para retorno)
E-mail: falangeirosdaaruanda@yahoo.com.br

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mente sã em um corpo são


Alguns médiuns da SEFA vieram me questionar se cuidar do corpo é somente estético, ou pode também influenciar no lado espiritual. Os estudiosos já afirmam que, para termos uma vida realmente saudável, é preciso ter equilíbrio em ambos os lados: matéria e espírito. Aquela velha frase do latim que resume o equilíbrio: Mens sana in corpore sano.

Se deixarmos de lado a questão estética, veremos que cuidar do corpo é uma tarefa essencial não só para a saúde, como também proporciona benefícios para a mente e para o espírito. Chegamos a publicar uma matéria no Jornal Nossa Seara, informativo da SEFA, edição 48 (Dezembro/2011), que falava sobre os cuidados com o corpo:

O Dr. Américo Domingos Nunes Filho, médico, orador e membro da Associação Médico-Espírita do Estado do Rio de Janeiro (AME-RIO), enfatiza a importância de unir conhecimento espiritualista e ciência médica, abordando os cuidados necessários com o corpo que serve de veículo para a evolução do espírito.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a entidade Jorge relata sobre a relação que existe entre o corpo e a alma, e aconselha: “Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela.”

Em nosso terreiro, o Caboclo Sete Estrelas sempre nos orienta da necessidade que devemos ter com o nosso corpo, principalmente nos dias de trabalhos mediúnicos. Nosso guia chefe nos alerta para os cuidados que temos que ter com a alimentação e com as atividades que tendem a exigir um desgaste de energia excessivo, e que podem comprometer os trabalhos do médium. Segundo as normas da Casa, nos dias de sessões os médiuns devem manter uma alimentação balanceada e ter cuidados com atividades que levem à fadiga física afim de que tenham a mente e o corpo em equilíbrio para o trabalho espiritual que será realizado.

Manter um corpo sadio é muito importante para a exteriorização das faculdades do espírito. Portanto, se você não está satisfeito com seu corpo, deve procurar cuidar dele, mas com consciência, evitando os abusos e exageros,e buscando sempre o equilíbrio do aparelho físico com a mente e o espírito.

Cuidados com o corpo nos dias de trabalhos mediúnicos:


Alimentação - Não comer carne vermelha ou alimentos gordurosos, de difícil digestão. Saladas, frutas e carne branca são recomendadas. Não ingerir bebida alcoólica.

Atividades - Evitar atividades excessivas ou qualquer trabalho que exija muito esforço físico. Não ter relações sexuais. Manter o mínimo de oito horas de sono.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Salve Santa Sara Kali




Muitas pessoas, Umbandistas ou não, sentem atração pelo povo cigano, o chamado Povo da magia.

Pelo texto abaixo, fica claro que os ciganos na Umbanda, obedecem às Leis Regentes da religião e, se por ventura mesclam às Leis de Umbanda, algo de sua cultura, será sempre de forma moderada que o farão, ou seja, buscarão sempre se adequar para realizar o trabalho ao qual foram convocados, seguindo a doutrina da Casa onde foram chamados a trabalhar.

Assim como outros povos, o povo cigano encontrou na Umbanda, espaço de trabalho e evolução em parceria com os médiuns que lhes são mais afins, sempre, porém, em obediência às Leis que regulam e regem a religião de Umbanda. Isso significa que, por exemplo, evitarão mesclar seus hábitos culturais, como a leitura de mãos, preferindo a tal prática, outra que a substitua e seja mais adequada ao atendimento de caridade nos terreiros onde atuam.

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Arriba, Povo Cigano!
Salve Santa Sara Kali!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Missa sincrética




Toda terça-feira acontece em Salvador uma das mais famosas manifestações de fé, respeito e integração entre as religiões: a benção do Pelourinho.
A celebração é feita na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, situada no centro histórico de Salvador, no chamado Largo do Pelourinho, um dos pontos turísticos mais visitados da capital baiana.
O nome da igreja deve-se ao fato de ser uma das primeiras a serem construídas por uma irmandade de negros alforriados. Naquela época, somente os brancos poderiam entrar nas igrejas. Os negros eram proibidos, por se acreditar que eles não tinham alma ou eram seres inferiores. A igreja começou a ser construída em 1704, e concluída em 1780.


Atualmente ela é um símbolo de resistência dos negros na luta pela liberdade e também da preservação da sua cultura. Nos fundos da igreja existe um antigo cemitério de escravos. Preservando sua história ligada aos negros, a liturgia dos cultos faz uso de música inspirada nos terreiros de Candomblé.
A missa é celebrada em homenagem a Santo Antônio de Categeró, que é um santo negro e foi escravo, e conjuga a liturgia católica com os cultos afro. No início da missa é passado defumador com incenso. O coral da igreja entoa todos os cânticos ao som de atabaques, timbal e agogô. No momento do ofertório entram devotos carregando cestas de pães (primeiro mulheres e depois homens), que são colocadas no altar para que os pães sejam benzidos.
Ao final da missa os pães são distribuídos entre os devotos, ao mesmo tempo em que o padre dá a benção aos fiéis, utilizando galhos de aroeira com água benta. E na despedida, todos respondem: “Amém e Axé”.
Em sua página na rede social, a fotógrafa Helenitta Monte de Hollanda escreve sobre a missa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos:
"Quando estudávamos e fotografávamos as igrejas baianas para o fazimento do livro BASÍLICAS E CAPELINHAS, fomos, eu e meu marido, à missa dominical na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho. Era o dia de Santo Antonio. Igreja lotadíssima, e, aí, o inusitado – os músicos não apareceram. Do altar, o padre, negro, exclamou: 'não há missa nesta igreja sem batuque!' Incontinenti, batuqueiros de plantão, como só na Bahia tem, tomaram os instrumentos e a missa começou. Nunca vi liturgia mais bonita!"

 
A iniciativa em celebrar um culto a Santo Antonio de Categeró toda terça-feira e utilizando os mesmos instrumentos que são tocados no candomblé foi do Padre Alfredo, que foi responsável pela Igreja do Rosário dos Pretos na década de 1980. Desde então a missa se tornou tradição, sobretudo para moradores do Centro Histórico e arredores, muitos devotos do santo negro. Nas datas comemorativas de Santa Bárbara e Iansã a igreja é o ponto central dos festejos, confirmando mais uma vez a referência do templo como união da liturgia católica e dos cultos afro.