Sejam Bem-vindos ao Blog da SEFA!

A Seara Espiritualista Falangeiros da Aruanda - SEFA - é uma Organização Religiosa de Umbanda, que traz como base doutrinária a Escola de Caboclo Mirim. Nosso objetivo é seguir os princípios fundamentais da Umbanda e seus ensinamentos na prática da caridade. Nossa Matriz fica no bairro de Piedade, e nossas filiais em Sampaio e Vila Isabel (Rio de Janeiro)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Atividades de Janeiro


Passado o período do recesso das festas de fim de ano, iniciamos o novo ano com as bênçãos de nosso Pai Maior, e já nos preparamos para receber todos os irmãos de fé em mais um ano de caridade e trabalho pela Lei Maior de Umbanda.

Segue o calendário de Janeiro, sob a irradiação de Oxossi

SEFA Matriz - Piedade: Rua Manuel Vitorino 420 - Piedade
Gira Mensal - Abertura dia 08/01, às 15h

SEFA Sampaio: Rua Paim  Pamplona 240 - Sampaio
Gira Mensal dia 14/01, às 15h

SEFA Vila Isabel: Rua Luís Barbosa 58 sobrado - Vila Isabel
Gira Mensal dia 29/01, às 15h

Informações: (21) 99266-3786 (Também por WhatsApp)


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Presentes Polêmicos


Nos últimos dias do ano é comum ver nas praias brasileiras grupos de umbandistas, ou até mesmo um filho de fé “solitário”, fazendo suas homenagens para Iemanjá. Muitos agradecem pelo ano que passou, outros fazem pedidos para o próximo ano, e ainda há aqueles que apenas fazem uma prece à rainha do mar. E não são poucas as oferendas. Flores, perfumes, espelhos, frutas, tudo para ser entregue e Mãe dos Orixás. Barcos são cuidadosamente ornamentados. Quando é um terreiro que prepara, antes da oferenda, em geral, é feita uma Gira em homenagem à Iemanjá e a todo o povo do mar.

Mas após o ritual religioso o que fica muitas vezes na praia é uma coisa só: lixo. Esse tipo de oferenda já foi alvo de muita polêmica. Foram várias as discussões sobre o assunto, sem que se chegasse a qualquer conclusão. A Constituição Brasileira nos garante a liberdade de culto. No entanto, para os que não são seguidores da religião, a impressão de sujeira e agressão ao meio ambiente deixa um ponto negativo, principalmente para a Umbanda. As homenagens à Iemanjá acabam, muitas vezes, se tornando alvo de preconceito. Há casos em que a população pede ajuda do poder público para impedir qualquer tipo de festividade religiosa ou oferenda feita na praia nos festejos de final de ano.

E o que nós umbandistas achamos deste assunto? O Tupixaba da SEFA, CCT Cristiano Queiroz, diz que não é contra as giras na praia, mas alerta para os cuidados que se deve ter com a limpeza, ao final dos trabalhos: “Acho que a giras na praia são importantes até mesmo como uma marca cultural de nosso país. Mas, assim como em nossos terreiros, devemos ter a consciência de que estamos usando um espaço público, e todos têm direito à sua utilização, assim como o dever de bem preservá-lo”, afirma o comandante geral da nossa Organização Religiosa.

No primeiro dia do ano são encontrados na beira da praia garrafas de sidra, velas, caixas de fósforo, alguns alguidares com comida, deixando um rastro de poluição que não será “aproveitado” por nenhuma entidade. Até porque os garis se encarregam de retirá-los da praia, junto com outras toneladas de lixo deixadas após as festas.


Por isso, vários umbandistas, conscientes de suas responsabilidades como cidadãos já buscam fazer toda a sua ritualística já se comprometendo em deixar o ambiente limpo e utilizável para os outros. Respeito à natureza e ao espaço de cada um é também uma forma de demonstração de fé e de devoção que os umbandistas têm com as suas entidades, e com os orixás da Umbanda, uma vez que cada linha representa cada força da natureza.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Umbanda: Patrimônio Cultural do Rio

Hoje foi publicado na coluna do Ancelmo Gois, em O GLOBO:

Foto: Cléber Júnior / Jornal Extra

O prefeito Eduardo Paes publicou, hoje, decreto que declara a Umbanda como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio. O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade fará o cadastro dos terreiros. O primeiro já cadastrado é a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio.

História de luta contra a perseguição e a Intolerância

Desde a sua fundação, no início do século passado, a Umbanda enfrentou uma série de preconceitos vindos da sociedade, de outras religiões e até do próprio Estado.

Com Getúlio Vargas no poder, Umbanda sofre perseguição do Estado
Uma lei datada de 1934 colocou a Umbanda nos grupos sob a jurisdição do Departamento de Tóxicos e Mistificações da Polícia do Rio de Janeiro, na seção especial de Costumes e Diversões, que lidava com problemas relacionados com álcool, drogas, jogo ilegal e prostituição. Praticar a Umbanda era então uma atividade marginal (perdurou com tal classificação até a reorganização do Departamento de Polícia do Rio, em 1964).

Registrados ou não, os umbandistas e demais praticantes de cultos afro-brasileiros ficavam expostos à severa perseguição policial do Rio. Não era difícil ver a polícia invadir e fechar terreiros, confiscando objetos rituais, e muitas vezes prendendo os participantes.

Muitos terreiros na época foram registrados com a denominação de "Centro Espírita" como forma de proteção às próprias casas, já que o Kardecismo era mais praticado pela classe média alta e era livre de perseguição.

A memorável Gira no Maracanãzinho

Mas o movimento umbandista foi ganhando força na metade do século passado, principalmente com a criação das entidades federativas como a União Espiritista de Umbanda do Brasil (UEUB), o Primado de Umbanda e a Confederação Espírita Umbandista do Brasil (CEUB), dentre outras.
Ainda assim, por mais que a Umbanda fosse reconhecida como religião e tivesse cada vez mais adeptos, muitas pessoas, até por falta de conhecimento, mistificavam a Umbanda e jogavam à condição de marginalidade.

Uma das maiores perseguições sofridas pela religião acontece a partir dos anos 80, com a ascensão da Igreja Universal do Reino de Deus e outras igrejas denominadas neopetencostais.


Culto da IURD, onde entidades de Umbanda são chamadas de "demônios"

Com a popularização das mídias sociais ficou mais fácil explicar os trabalhos de Umbanda e desmistificar muitos assuntos acerca da nossa religião. Isso abriu os olhos da sociedade para a questão da intolerância religiosa, que vem sendo combatida or diversos grupos da nossa sociedade, independentemente de ligações políticas ou partidárias. O que se pretende assegurar é que vivemos em um Estado Laico, onde toda forma de culto deve ser respeitada, e todas as religiões devem conviver em paz.

Terreiro invadido e depredado por fanáticos religiosos, na Zona Sul do Rio de Janeiro

Agora, com o decreto que reconhece a religião como um patrimônio do Rio, cabe a nós, como umbandistas e também como cidadãos, zelarmos para que esse decreto seja cumprido não só agora, mas em todos os outros governos sucessores.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Vida após a morte


Um dos maiores mistérios que envolvem a fé humana vem à tona no início do mês de novembro, com o Dia de Finados (02/11): existe vida após a morte?

Milhões de pessoas Brasil e mundo afora se lembram de seus mortos nesta data; limpam e arrumam os túmulos de entes queridos, levam flores a cemitérios, fazem preces em nome dos que partiram. Em nosso país, é um dia naturalmente triste, no qual muitos choram ou se recolhem tocados pela saudade. Em algumas culturas, como a mexicana, é um dia de celebração, no qual uma festa é oferecida para os antepassados que se foram.

Mas em qualquer lugar, a indagação e a esperança é a mesma: um dia iremos reencontrar essas pessoas? Elas estão entre nós, mesmo que apenas em espírito?

A Umbanda acredita e tem indícios claros de que sim. As religiões ditas espiritualistas em geral, que creem que nós somos parte matéria e parte espírito, têm essa convicção. Existem registros da época do Egito Antigo que já relatavam a jornada para o Além e, por esse motivo, a cultura da mumificação foi tão difundida nessa sociedade: acreditava-se que era necessário manter o corpo conservado para garantir a sobrevida daquele que partiu.


Todas as religiões cristãs acreditam que a vida não acaba no túmulo, embora a reencarnação seja rejeitada por muitas delas. A Umbanda, como religião mediúnica, não só crê na eternidade do espírito e em vidas passadas e futuras como também no trabalho constante com esses que se foram e hoje estão em estágios mais evoluídos do que nós, que estamos encarnados na Terra. Temos a certeza de que nosso corpo é uma morada passageira para o nosso espírito e que, como tal, deve ser respeitado e bem cuidado para nossa evolução. E após o desencarne, ou seja, a morte do corpo, nos encontraremos novamente na Pátria Espiritual, que é a nossa verdadeira morada. Portanto, o Dia de Finados é uma data respeitada na Umbanda, em especial pela atmosfera de consternação em que o mundo se encontra, porém não é para ser um dia triste. Lembremos com carinho daqueles que se foram e tenhamos a certeza de que ainda nos encontraremos com eles em outro plano.

Nesse feriado de finados, faremos uma corrente de preces para os desencarnados em nossa sessão de Passe e Irradiação com os Pretos Velhos na Matriz. Por ser feriado, a sessão começa mais cedo: às 18h.

Confira o nosso calendário de Novembro e programe-se!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Atividades de Novembro

Novembro, segundo a Escola de Caboclo Mirim, está sob a irradiação de Iofá - energia que rege a falange dos nossos queridos Pretos Velhos.

Esse mês também é muito importante para a Umbanda, pois é quando celebramos 108 anos de nossa religião.

Confira abaixo as atividades da SEFA - Matriz e Filiais - para o mês de Novembro


FEIJOADA FRATERNA

Aproveitando as comemorações dos 108 anos da Umbanda, a SEFA realiza mais um evento beneficente. É a 3ª edição da Feijoada Fraterna. No menu principal a tradicional Feijoada. Mas para aqueles que não apreciam o prato típico, teremos como prato alternativo um Strogonoff de frango. Além da comida e da sobremesa o evento ainda conta com samba ao vivo, brincadeiras e sorteio de prêmios.

O objetivo do evento é continuar arrecadando fundos para que a SEFA invista na compra de um imóvel para instalação de sua sede própria, além de obras de melhorias que precisam ser feitas na Matriz (Piedade) e nas Filiais (Sampaio e Vila Isabel). “Em tempos de crise, a união de todos e a ajuda de amigos são fundamentais”, comenta o CCT Cristiano Queiroz, Tupixaba da SEFA. 

Pela primeira vez o evento será realizado na nossa Matriz, que teráo espaço adaptado para a festa. 
"Não é uma festa religiosa. É uma confraternização entre amigos e familiares", assegura o nosso Tupixaba. 

Os ingressos antecipados custam R$ 15 (adulto) e R$ 12 (criança), e dão direito a uma refeição. Na hora os valores são R$ 20 (adulto) e R$ 15 (criança). 

Solicitamos também 1kg de alimento não perecível, para ajudar as campanhas das cestas básicas que são distribuídas pelo NOS da SEFA.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Salve as Ibejadas! Salve Crispim e Crispiniano!


Hoje é dia de Crispim e Crispiniano.

Conta a História que Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e se converteram ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro eram muito populares, caridosos e pregavam com ardor a fé que abraçaram, inclusive ajudando crianças. Com a perseguição aos cristãos, fugiram para Soissons, na França, onde foram mortos de forma cruel por não renegarem sua fé. Na Igreja Católica, são considerados os padroeiros dos sapateiros.

Assim como São Cosme e São Damião, também são  santos irmãos. Por isso, nesse dia, muitos umbandistas rendem suas homenagens aos Ibejis, que são os Orixás gêmeos e chefes da falange das Crianças do Astral.

A SEFA realizou uma Louvação a Crispim e Crispiniano, com as Ibejadas, no últimos sábado, dia 22, na nossa Matriz em Piedade. E hoje será feita a última Louvação as Ibejadas no ano de 2016, na nossa filial de Vila Isabel, às 20 horas. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

92 anos da Tenda Espírita Mirim

Hoje um dos maiores templos de Umbanda, e referência para muitos terreiros, completa aniversário. A Tenda Espírita Mirim, berço da Escola da Vida trazida pelo Caboclo Mirim, celebra mais um aniversário de uma trajetória marcante no cenário da nossa religião.

Matriz da Tenda Espírita Mirim, na Zona Norte do Rio, nos anos 1970

A História já nos conta que a primeira incorporação do Caboclo Mirim se deu em 1920, dando início a uma grande obra de caridade dentro da doutrina de Umbanda. O seu médium, Benjamin Figueiredo, considerado um dos baluartes da nossa religião pelo seu exemplo de mediunidade missionária, trabalhou juntamente com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador da Umbanda através do seu médium Zélio Fernandino de Morais.

Sessão de Caridade (Passe e Irradiação), realizada na Matriz, final dos anos 1960

Quatro anos depois, o Caboclo Mirim prepara o seu aparelho para a missão de abrir a sua própria Casa, trazendo para esse plano os ensinamentos de uma doutrina que ele batiza de “Escola da Vida”. Em 13 de Outubro de 1924 nascia o terreiro, que inicialmente foi batizado de Seara de Mirim. No terreiro orientado pelo Caboclo Mirim não havia imagens católicas no altar, a não ser a de Jesus Cristo situado acima da altura da cabeça dos médiuns, onde se lia a inscrição “O Médium Supremo”. Foi um primeiro passo em busca de uma identidade própria para a Umbanda, buscando-se dignificar o culto e seus participantes, tendo como base a organização e a disciplina do conjunto do corpo mediúnico da casa umbandista. Em 1942 a Seara passou a se chamar Tenda Espírita Mirim, com a inauguração da sua majestosa Matriz, na antiga Rua Ceará (atual Avenida Marechal Rondon). 

Matriz da Tenda Espírita Mirim nos dias de hoje

Na Tenda os trabalhos da Escola de Mirim se consolidaram, com as sessões de caridade e também as magníficas Giras mensais, sempre sob o comando do Caboclo. No salão do terreiro, cerca de 2 mil médiuns da Tenda Mirim, suas filiais e outras Casas coirmãs, confraternizavam com seus Caboclos e Pretos Velhos em uma só poderosa vibração de amor aos Orixás e à Umbanda. 

Matriz da Tenda Espírita Mirim

Esse ano a Tenda completa 92 anos com o imponente templo erguido na Zona Norte do Rio de Janeiro. Verdade que os tempos mudaram da sua fundação para os dias de hoje. Das mais de 60 filiais que a Tenda tinha, ficaram apenas 12. Mas não há como negar que a Tenda Espírita Mirim foi um grande marco para a história de nossa religião. 

Nosso Tupixaba, CCT Cristiano Queiroz, ainda como médium da TEM, na Gira de Ibejadas da Matriz em 2000
Porém a doutrina de Mestre Mirim continua a se difundir na seara umbandistas através de irmãos que já passaram pela TEM, seja em sua Matriz ou em alguma de suas filiais. Esta mesma doutrina é seguida por diversas tendas de Umbanda espalhadas por todo o mundo, como, por exemplo, a SEFA.

Matriz da SEFA